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"Não há como suprimir o anseio pela reunificação"

Em 1990 - momento chave na reconciliação intercoreana -, o presidente Kim Il Sung, em entrevista ao presidente da Associação dos Jornalistas do Nepal, detalhou o caminho para reunificar a nação.

AJN: - Desde os primeiros dias da divisão do país, a República Popular Democrática de Coréia tem desejado reunificá-lo o quanto antes, pela via pacífica, sem intervenção das forças estrangeiras. Como se resolverá este problema, segundo a opinião de Sua Excelência?

Kim Il Sung: - Historicamente é inevitável que uma Nação dividida artificialmente por forças estrangeiras se reunifique. Não há manobra frenética dos divisionistas do exterior e do interior que possa suprimir a firme vontade de toda a Nação pela reunificação da Pátria, nem deter a torrente atual em prol desta causa.

Na luta pela reunificação, o Partido e o Governo da República defendem invariavelmente três princípios: a independência, a reunificação pacífica e a grande unidade nacional. Este é o programa mais acertado para esta causa que coincide com a exigência de toda a Nação coreana pela independência e com seus interesses fundamentais.

A forma mais justa e racional para reunificar a Península observando estes princípios, radica em implantar uma Confederação com a união dos Estados do Norte e do Sul.

O projeto de fundação da República Confederativa Democrática de Koryo, que propõe o Governo de nosso país, tende a estabelecer um Estado unificado com a união do Norte e do Sul, deixando intactas as ideologias e os regimes existentes nas duas partes, uma e outra exercendo sua autonomia regional com iguais faculdades e obrigações.

Na atualidade, no Norte e no Sul da Península existem realmente ideologias e regimes diferentes. Nestas condições, a única via para reunificar o país com um método imparcial e pacífico, sem que uma parte conquiste a outra, é estabelecer o sistema confederativo sobre a base da fórmula de uma Nação, um Estado e, dois regimes, dois governos.

O problema primordial que se apresenta para a reunificação da Pátria é aliviar a tensão na Península Coreana e criar um ambiente pacífico para conquistá-la.

O Governo de nossa República, com o ardente desejo de diminuir a tensão e preservar a paz na Península, advoga por adotar uma declaração de não-agressão entre o Norte e o Sul, subscrever um acordo de paz entre a Coréia e Estados Unidos e reduzir, por etapas, as forças armadas no Norte e no Sul, até chegar a um nível inferior aos 100 mil efetivos em cada parte.

Se se realiza nossa proposta, se eliminarão as relações de enfrentamento e o estado de armistício que perduram até hoje, desaparecerão a desconfiança e o mal-entendido entre ambas, assim como também se criará uma situação decisivamente favorável para a reunificação do país.

Reunificar a Pátria é a obra de toda a Nação coreana para lograr sua independência e o sujeito é ela mesma. A totalidade dos compatriotas do Norte e do Sul e em ultramar, desejam por unanimidade a reunificação independente e pacífica, e agrupados sob a bandeira da grande unidade nacional, se levantam com valentia para conquistar esta causa. Hoje o ímpeto de nossa Nação pela reunificação se eleva de forma sem precedentes e o movimento por este objetivo se desenvolve em direção a uma nova fase superior".

Redação

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