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Troca do FGTS por ações da Petrobrás é o novo conto do vigarista FHC

Sabota a empresa e quer que o trabalhador vire sócio do seu sucateamento

O governo federal anunciou recentemente que colocará a venda 31,72% das ações ordinárias - com direito a voto - da Petrobrás e que o trabalhador poderá adquiri-las através do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Acenando com um montante equivalente a 16,63% do capital total da maior empresa brasileira, altamente estratégica e lucrativa, que na última semana bateu mais um recorde de produção - com 1,5 milhão de barris diários -, Fernando Henrique quer que os trabalhadores depositem suas parcas economias, acumuladas ao longo dos anos - com rendimento pequeno, mas certo-, numa aventura nas mãos dos sabotadores.

Afinal, se todas as ações do seu governo - do poço ao posto - têm sido contra o monopólio público e em favor do cartel transnacional do petróleo, como não considerar provável a derrubada do lucro e do valor das ações da estatal? Basta lembrar a venda de poços com milhões de barris pelo preço de um apartamento, a obrigação da empresa em cortar investimentos ou a negociata de Reichstul com a multinacional espanhola YPF-Repsol. Nesta última, o presidente da Petrobrás assumiu que o governo pretende trocar duas refinarias do porte da Alberto Pasqualini (Refap) - considerada o "centro gravitacional do Mercosul" - e da Duque de Caxias (Reduc) - que conta com o Terminal da Ilha Grande, o maior e mais moderno da estatal - e mais uma área da Bacia de Campos, por alguns postos de gasolina e uma microrrefinaria na Argentina.

Se no período anterior sem a presença das transnacionais e com a possibilidade da empresa investir seus lucros, a tendência das ações era de alta, não há dúvida de que hoje o quadro se modificou.

A queda das ações redundaria em um imenso prejuízo para milhões de pequenos acionistas que ficariam sem FGTS e com ações de pequeno valor, para deleite do cartel que estaria em melhores condições de açambarcar a estatal.

Redação

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