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Escandaloso caso Tejofran - Power – Covas - Goro Hama

Entre os 165 contratos julgados irregulares pelo TCE estão alguns que foram firmados com as empresas Tejofran e Power, pertencentes ao amigo de Covas e padrinho de casamento de seu filho Zuzinha, Antônio Dias Felipe. Essas duas empresas são conhecidas pôr manterem dezenas de contratos superfaturados com o governo do Estado, além de terem alojado o escritório pessoal de Covas durante muitos anos.

O contrato mais escandaloso foi firmado em 29/03/96 com as empresas Power e Gocil, no valor de R$ 46,3 milhões para prestação de serviços de vigilância e segurança nos conjuntos habitacionais da instituição.

Goro Hama lançou dois editais de licitação diferentes, em menos de 5 meses, para poder contemplar o acerto com a Power. Na primeira reunião de diretoria, realizada no dia 15/8/95, a CDHU aprovou a licitação para contratar serviços de segurança, estipulando 205 postos mensais ao custo de R$ 6,54 (homem/hora), num total de R$ 4.708,80 para cada posto.

No dia 6/2/96, cinco meses depois, ocorreu uma nova reunião para lançar outro edital, prevendo, deste vez, a contratação de 300 postos, ao custo de R$ 8,33 (homem/hora) e estipulando um valor de R$ 6.000,00 para cada posto. Dessa forma, o valor total do contrato foi superfaturado em cerca de R$ 15,5 milhões, ou seja, 35,91%.

Indagado na época, Goro Hama afirmou que "a vigilância da CDHU é atípica e pôr isso é mais cara". Realmente, esse contrato é atípico, guardadas suas proporções, se assemelha aos repasses feitos pelo governo federal ao Lalau.

Valdo Albuquerque

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