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EJ manipulou fundos de pensão das estatais

Eduardo Jorge indicou dirigentes dos maiores fundos de pensão do país, que movimentam juntos mais de 150 bilhões de reais. A manipulação desses fundos e do dinheiro bancavam os estrangeiros e arapucas do esquema do Planalto, como o Opportunity de Pérsio Arida, primeiro presidente do BC de FH, e Elena Lalau, ex-diretora de privatização do BNDES, a abocanharem o sistema telefônico. Eduardo Jorge colocou esses fundos públicos de pensões a serviço de passar o patrimônio público para o próprio grupo palaciano como testa-de-ferro do capital estrangeiro. Assim, eles não tinham que gastar um centavo para se apropriar da propriedade pública.

Eduardo Jorge indicou o presidente da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Luiz Augusto Vasconcelos, que comandava R$ 71 bilhões.

Indicou o presidente da Petrus, fundo da Petrobrás, que controla R$ 40 bilhões e do Funcef, fundo da Caixa Econômica, José Fernando Almeida, com R$ 58 bi em caixa. Indicou também o diretor-financeiro da Fundação Real Grandeza, de Furnas, com R$ 5,5 bilhões. Três desses fundos tiveram sua gestão investigada e dois presidentes foram demitidos.

Durante a negociata com a Telebrás, em 1998, o uso dos fundos ficou explícito.

Uma verdadeira "guerra de foice no escuro" foi travada entre EJ e Mendonça de Barros para ver quem ficava com a Previ como sócia. O poder de EJ dentro do governo era tão grande que ele impôs uma derrota a Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, Lara Resende, então presidente do BNDES e ao notório Arida do Opportunity na negociata da Telemar. Naturalmente, FH fez jogo duplo, garantindo a Mendonça e Resende que estes podiam usar seu nome para forçar a Previ a sustentar o Opportunity, enquanto EJ agia na direção oposta.

Redação

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