Atividades da
CONFEDERAÇÃO DAS MULHERES DO BRASIL   ( CMB )
e da
FEDERAÇÃO DEMOCRÁTICA INTERNACIONAL DE MULHERES ( FDIM )

Em 1995 realizou-se na China, em Pequim, a maior e mais representativa conferência da história da ONU, a IV Conferência Mundial da Mulher.

A realização da Conferência na China foi um alento para o movimento de mulheres internacional.

A China socialista é a economia que mais cresce no mundo, mantendo um crescimento de 10% ao ano, em média, nestes últimos vinte anos. Solucionada a questão do emprego, da educação e da saúde, a Federação de mulheres de toda a China, em seu VIII Congresso, definiu um cronograma para seguir com novos avanços na qualidade de vida, no acesso às universidades e aos postos de chefia para os próximos cinco anos.

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Chen Muhua, presidente da Federação de Mulheres da China

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Márcia Campos, Presidente da CMB

No entanto, na maior parte do resto do planeta, a realidade é bem diferente, Nestes últimos 50 anos, depois da vitória da Humanidade sobre o fascismo e da derrota do colonialismo, depois da criação da ONU, das entidades democráticas internacionais como a CMB e FDIM, FSM, FMJD, depois de décadas de enormes avanços e conquistas, os direitos dos trabalhadores e, em especial, das mulheres passam por um desastroso retrocesso. Estamos aqui para avaliar estes cinco anos de Beijin.
  • Segundo dados da ONU, menos que 400 ricos possuem juntos uma riqueza equivalente aos recursos da metade da população mundial.
  • Os sem emprego chegam a um bilhão de seres humanos.
  • Já são pelo menos 97 trilhões de dólares vagando pelo planeta, esterilizados no cassino da especulação financeira, sangrando os recursos da produção que somam 30 trilhões de dólares.
A estagnação, resultado da brutal transferência de recursos da produção para a mega especulação é a causa básica do desemprego em massa no mundo, da fome e da falência dos serviços públicos essenciais.

A miséria se espalhou como epidemia pela África. Foram destruídas cadeias produtivas inteiras de países com razoável grau de desenvolvimento como a Rússia, os Tigres Asiáticos e Brasil.

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Sonia Germano, Diretora da CMB, com Manal Younes, Presidente da Federação das mulheres do Iraque

O Brasil, durante 1930 e 1980, cresceu a uma taxa média de 7% , teve um crescimento de 2,7% durante a década de 80 e, na de 90, de 1% ao ano.

Quando a realidade social aponta para índices tão alarmantes, são as mulheres e as crianças as mais atingidas. No Brasil o desemprego de 20% é o maior da história. Doenças endêmicas, erradicadas há décadas, voltam a contaminar a população, tais como cólera, dengue e tuberculose.

A gravidez precoce, sinal do absoluto abandono em que se encontram nossas jovens, alcança o índice alarmante de 27% em meninas de 10 a 19 anos.

A s mães que precisam criar seus filhos sozinhas já são hoje 36% das famílias brasileiras.

Programas sociais de combate à miséria como tiket de leite para crianças, cestas básicas , mutirão da casa própria foram extintos.

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A Alfabetização de mulheres, premiada pela unesco.

Crescem por todos os continentes as mobilizações contra esse estado de coisas. As manifestações em Seattle e Davos e contra Mr. Candessus, em Bangcok, não deixam mais esconder o descontentamento nas mais diferentes regiões.

No Brasil, FHC e seus principais ministros correligionários não podem mais sair às ruas sem provocar manifestações populares de repúdio.

Órgãos de comunicação já sofrem censura política, como aconteceu com a TV Cultura, na entrevista ao lider dos sem terra pedro Stédle.

Foi com este espírito, de fortalecer todo este movimento, que o Congresso da Federação Internacional da Mulheres, realizado em novembro de 1998, em Paris, dando desdobramento à Conferência de Beijin, aprovou para o ano 2000 a Marcha Mundial de Mulheres contra a Pobreza e a Violência.

Estão participando 3.500 entidades feministas e femininas de 148 países. No Brasil o lançamento oficial da marcha aconteceu em Minas Gerais, com a presença do ex-presidente e governador do estado Itamar Franco. O encerramento será será no dia 15 de outubro, em Washington, em frente ao FMI e ao Banco Mundial, e no dia 17 de outubro, Dia Mundial de Luta contra a Pobreza, em Nova Yorke, na sede da ONU.

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A Marcha é contra a pobreza, porque é preciso apoiar o desenvolvimento econômico, proteger e estimular a produção, porque é preciso dar um basta e já ao desemprego, ao fim dos direitos, à liquidação dos direitos públicos como Aposentadoria, Saúde, Educação e Segurança.

A Marcha é contra a violência porque não há maior violência contra a humanidade e, em especial contra as mulheres, desde os crimes do nazismo na Segunda Guerra Mundial, que os bombardeios, bloqueios econômicos e ocupações às nações soberanas que querem seguir seu próprio caminho . Milhares de civis, crianças e idosos perdem suas vidas diariamente. Não há justificativa moral. Nossa mobilização, assim como no passado, vai colocar um ponto final nisso o quanto antes.

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